Sumiço
  Videoarte / 6' / 2024 / Brasil
  Direção: Marcelo Amorim
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Nas estradas secas e empoeiradas da zona rural de Goiás, tomada pela monocultura, um homem vestido de branco, o rosto oculto por uma balaclava improvisada, corre atrás de uma câmera que escapa de seu alcance. Cada vez que ele se aproxima, ela se distancia. A cena, envolta em uma “fumaça de terra”, formada pelo carro que arranca com a câmera a cada aproximação, transforma-se em uma metáfora visual sobre persistência, exaustão e a luta interminável do indivíduo consigo mesmo. A performance para câmera e o vídeo é fruto de uma imersão artística realizada por Marcelo Amorim, em junho de 2024, na residência artística Biblioteca-Floresta, em Goiás, terra natal do artista. Criado especialmente para a exposição A Fonte deságua na Floresta, o trabalho traz um diálogo entre a paisagem, o corpo e o ato de perseguir o inalcançável. A poeira levantada pelos passos do artista não é apenas um resíduo do movimento, mas um elemento ativo da obra, evocando a terra como matéria primordial—capaz de moldar sujeitos, traçar caminhos e construir toda uma cultura material que acompanha a humanidade desde seus primórdios. Entre a insistência e o cansaço, entre a fuga e a busca, o trabalho constrói uma poética da resistência, refletindo sobre memória, desejo e a determinação de continuar tentando, independentemente das adversidades.

MAKING OF
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